
O Novembro Azul é um lembrete para os homens: todos precisam se cuidar e fazer exames regularmente! A detecção precoce do câncer de próstata é a melhor forma de garantir um tratamento de sucesso, iniciado com prontidão. Quanto mais cedo for detectada a doença, melhores serão as chances de recuperação!
Confira algumas dicas que separamos abaixo:
💠 O que leva uma pessoa a desenvolver câncer de próstata?
A presença de um ou mais fatores de risco não significa necessariamente que um homem irá desenvolver a doença; da mesma forma, a ausência desses fatores não garante a proteção contra o câncer.
Alguns dos principais fatores de risco são:
Idade
Conforme avança a idade do homem, aumenta o risco de desenvolver o câncer de próstata. O corpo humano possui um mecanismo natural de defesa, através do qual os genes reprimem a transformação de células saudáveis em malignas — suprimindo a divisão celular e trabalhando na reparação de DNA danificado. Conforme envelhecemos, porém, esse processo perde a eficiência. A partir dos 45 anos, é mais comum o surgimento da doença.
Histórico familiar
Diversos estudos demonstram que parentes em 1º grau de pessoas com histórico câncer de próstata apresentam um risco maior de desenvolvimento da doença — pais, filhos, irmãos. Neste caso, é possível o surgimento da doença em homens mais jovens do que o comum.
Ancestralidade
Estatísticas apontam que homens de ascendência asiática têm um risco menor de desenvolver o câncer de próstata do que os de ascendência europeia.
Homens negros, por outro lado, têm um risco mais elevado de apresentar polimorfismo em determinados genes, podendo aumentar o risco de desenvolvimento da doença. Há estudos que relacionam isto às concentrações menores de vitamina D no sangue, o que acontece por conta da pele negra absorver menos luz solar e ultravioleta — a vitamina D ajuda na proteção do organismo contra o câncer de próstata.
Alimentação
Uma dieta desequilibrada pode impactar o trabalho de proteção natural do corpo contra a oncogênese (transformação em célula maligna). Pode também ter influência no metabolismo da testosterona, hormônio importante no comportamento das células malignas na próstata.
Obesidade
De acordo com estudos que avaliaram 40.000 homens, a obesidade está relacionada não só a um maior risco de desenvolver câncer de próstata, mas também à possibilidade de desenvolver um tumor mais avançado e agressivo. A gordura em excesso está associada ao aumento de hormônios masculinos que estimulam o surgimento e crescimento rápido da doença.
Síndromes genéticas
Uma mutação genética específica (genes BRCA1 e BRCA2), geralmente herdada do pai ou da mãe, representa um fator de risco para o surgimento da doença. É comum, nesse caso, que a família tenha histórico não só de câncer de próstata, como também de mama, ovário e pâncreas, principalmente em parentes de 1º grau.
💠 Quais são os sintomas?
O tumor da próstata tem evolução silenciosa e em muitos casos pode não apresentar quaisquer sintomas. Muitos homens se apegam à ideia de que problemas na urina ou na ejaculação podem ser uma indicação, porém podem ter um tumor em estágio avançado sem ter sintoma algum!
Nos casos que apresentam sintomas, no entanto, estes são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade em urinar, necessidade de urinar mais vezes ao dia, etc). Em fases mais agressivas da doença, pode haver dor óssea, sintomas urinários, infecção e até insuficiência renal.
💠 Como se prevenir?
Hábitos como exercícios físicos regulares, uma alimentação saudável e a luta contra a obesidade fazem uma grande diferença para se prevenir contra o câncer de próstata. É importante evitar o excesso de carne vermelha e de gordura animal.
Alguns alimentos e nutrientes que auxiliam na prevenção:
- Tomate, goiaba vermelha, melancia, pimentão, beterraba e outras fontes de licopeno, que se acumula na próstata e impede a proliferação de vasos e capilares que nutrem células doentes. Estudos mostram uma redução de até 40% dos riscos de câncer de próstata em homens que consomem alimentos ricos em licopeno pelo menos 5 vezes por semana em comparação com aqueles que consomem 1 vez ou menos;
- Chá-verde, que reduz significativamente os processos de desenvolvimento de tumores;
- Cúrcuma, especialmente aliada ao consumo da pimenta-preta e do azeite de oliva extravirgem, que favorecem a absorção da curcumina. A cúrcuma é o anti-inflamatório natural mais poderoso existente na alimentação e pode ajudar na prevenção de diversos tipos de câncer. A suplementação concentrada em cápsulas pode ser muito útil;
- Vegetais crucíferos (brócolis, couve, rúcula, couve-flor, etc), que são fontes de substâncias como o indol-3-carbinol (I3C) e sulforafanos;
- Romã, que de acordo com estudos diminui os níveis de PSA, o que pode retardar potencialmente o desenvolvimento do câncer na próstata. Algumas substâncias no suco de romã também têm o potencial de inibir o movimento das células cancerosas, impedindo que surjam novos focos de tumor;
- Alho e cebola, cujo consumo frequente, de acordo com uma pesquisa americana, está associado a um risco 50% menor de desenvolver o câncer de próstata do que naqueles que quase não os consomem.
- Própolis, que é rico em flavonoides e tem propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antivirais e antitumorais.
- Vitamina D e Vitamina K2, que de acordo com estudos estão relacionados à redução da incidência do câncer de próstata e na prevenção de outros tipos de câncer. Um estudo alemão avaliou que os pacientes que consumiram a maior quantidade de vitamina K2 tiveram uma redução de 63% de câncer de próstata avançado;
- Ômega 3, que é capaz de inibir a disseminação de células cancerosas da próstata;
💠 Quais alimentos evitar consumir em excesso?
- Carne vermelha – Pesquisas apresentam uma relação importante entre consumo elevado de carne vermelha e o aumento do risco do câncer de próstata em formas mais agressivas; carnes defumadas e bem passadas, submetidas a altas temperaturas, como as de churrascos, representam os maiores riscos;
- Leite de vaca – De acordo com pesquisas islandesas, homens que ingeriram leite de vaca em altas quantidades durante a adolescência apresentam um risco maior de desenvolver a doença quando adultos;
- Embutidos – Alimentos como presunto, salame, linguiças, além de enlatados e defumados, são ricos em nitritos e nitratos — conservantes que têm efeito cancerígeno no organismo;
- Frituras – Alimentos fritos produzem acroleína, uma substância potencialmente cancerígena e associada ao surgimento do câncer de próstata;
- Carboidratos refinados – Consumir açúcar e farinhas brancas refinadas com frequência pode levar ao hiperinsulinismo e inflamação crônica, que podem favorecer o surgimento da doença.
💠 Como fazer a detecção precoce?
Quanto mais cedo for descoberta a doença, maiores são as chances de cura. Os exames para detecção são o toque retal e o exame de sangue que avalia a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).
A consulta preventiva deve ocorrer a partir dos 40 anos de idade, especialmente quando há histórico familiar da doença. Embora haja muito preconceito contra a realização do exame, ele é fundamental para detectar a presença de nódulos e anormalidades na glândula.
A partir desses exames, a ressonância multiparamétrica de próstata e a biópsia poderão ser solicitadas a critério médico. Caso confirmada a presença de um tumor, o estágio da doença e outras condições clínicas irão guiar as opções de tratamento.
💠 Tratamento
Há diversos tratamentos para o câncer de próstata. Em geral, tendem a ser bastante eficazes, especialmente se a doença é detectada precocemente.
- Para a doença localizada (que não se espalhou para outros órgãos, só atingiu a próstata), a cirurgia, radioterapia e observação vigilante são as opções mais comuns.
- Para a doença localmente avançada, sugerem-se geralmente a radioterapia ou a cirurgia combinada com um tratamento hormonal.
- Para a doença metastática (quando o tumor já alcançou outras partes do corpo), indica-se a terapia hormonal.
A escolha dentro do leque de opções deverá ser individualizada e personalizada ao quadro de cada paciente.
💠 Mais informações
Para mais informações sobre o Câncer de Próstata, como formas de detecção e tratamento, acesse o portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde.
As informações fornecidas aqui destinam-se somente à propagação do conhecimento geral e não devem ser substitutos da avaliação profissional médica, nem do tratamento de condições específicas. Procure sempre o aconselhamento de um profissional da saúde qualificado! Nunca desconsidere o parecer médico nem demore em procurar orientação do mesmo por algo que tenha lido em nosso site e/ou mídias sociais.