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O Outubro Rosa é um lembrete de que as mulheres precisam se cuidar e fazer exames regularmente — como forma de prevenção e detecção precoce do câncer de mama, possibilitando, caso necessário, um início rápido para o tratamento. Quanto mais cedo for detectada a doença, maior será o sucesso da recuperação!

Confira algumas dicas que separamos abaixo:

 

 

🎀 O que leva uma pessoa a desenvolver câncer de mama?

A presença de um ou mais fatores de risco não significa necessariamente que uma mulher irá desenvolver a doença, porém eles estão relacionados a uma probabilidade maior de desenvolvê-la. Em média, uma mulher apresenta um risco de 12% de desenvolver câncer de mama ao longo da vida.

 

Alguns dos principais fatores de risco são:

 

Síndromes genéticas
Mulheres portadoras de mutação genética em alguns genes específicos podem possuir maior risco de desenvolverem a doença. Usualmente, suas famílias apresentam um histórico de diversos casos de câncer de mama e/ou ovário, principalmente em parentes próximas como mãe, irmãs e avós.

Histórico familiar
Mesmo que nenhuma síndrome genética seja encontrada, observa-se que o câncer de mama tem maior incidência em mulheres com parentes de primeiro grau que desenvolveram a doença. Quanto mais familiares de primeiro grau tiverem sido portadoras do câncer mamário, maior tende a ser o risco.

Exposição a altas doses de radiação na área do tórax
Casos de pessoas que fizeram radioterapia durante a infância, tratamento do Linfoma de Hodgkin ou radiação do corpo total utilizada em transplante de medula, entre outros, podem ter um risco maior de desenvolver a doença.

Idade
O risco de desenvolver câncer mamário aumenta conforme a idade, tornando-se mais comum em mulheres a partir dos 60 anos.

Diagnóstico prévio de câncer de mama
Para uma mulher que já apresentou a doença previamente, existe um risco de desenvolver um segundo tumor. É um evento independente do anterior — chama-se de segundo tumor primário.

Exposição prolongada a estrogênio e progesterona
Embora ambos sejam hormônios essenciais para a fisiologia feminina, a exposição prolongada a eles pode ser fatores de risco. Exemplos: Primeira menstruação antes de 12 anos de idade; primeira gravidez após os 35; menopausa após os 54 anos; não amamentação dos filhos; etc.

Lesões pré-malignas
Casos de Carcionoma in situ ou hiperplasia atípica/lobular podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Obesidade
O excesso de tecido adiposo significa um aumento de fatores de crescimento que podem amplificar o risco de câncer de mama, como o aumento de substâncias inflamatórias e o aumento de exposição das células mamárias aos hormônios femininos.

 

 

🎀 Como se prevenir?

Cerca de 30% dos casos podem ser prevenidos adotando-se hábitos saudáveis! Alguns pontos-chave:

- Praticar exercícios físicos regularmente;
- Manter uma alimentação saudável, com consumo equilibrado de calorias e riqueza de nutrientes;
- Manter um peso corporal adequado;
- A amamentação também é considerada um fator de proteção.

 

 Alguns alimentos e nutrientes que auxiliam na prevenção:

 

- Vegetais crucíferos (brócolis, couve, rúcula, couve-flor, etc), que são fontes de substâncias como o indol-3-carbinol (I3C) e sulforafanos;

- Frutas vermelhas e roxas (amora, ameixa, morango, framboesa, etc), que são ricas em compostos bioativos anti-inflamatórios e antioxidantes, como os polifenóis flavonoides;

- Frutas e vegetais alaranjados/vermelhos (pêssego, caqui, mamão, laranja, cenoura, abóbora, tomate, etc), que são ricos em carotenoides;

- Especiarias como a cúrcuma, a piperina (pimenta-do-reino) e o gingerol (gengibre). A cúrcuma é o anti-inflamatório natural mais poderoso existente na alimentação e pode ajudar na prevenção de diversos tipos de câncer;

- Ômega 3, que de acordo com estudos está associado à redução da incidência de tumores malignos mamários;

- Cogumelos, que são ricos em beta-glucana;

- Chá-verde, que reduz significativamente os processos de desenvolvimento de tumores;

- Nozes, que são fontes de fitoesteróis e bloqueiam os receptores de estrógeno em células do câncer de mama, desacelerando o desenvolvimento;

- Azeite de oliva, que é fonte de polifenóis e diminui a manifestação de genes pró-cancerígenos.

 

 

🎀 Como fazer a detecção precoce?

Quanto mais cedo for descoberta a doença, maiores são as chances de cura. Quando o tumor é descoberto em seu estágio inicial, abaixo de 1cm, a expectativa de cura chega a 95%. Por isso, é importante se atentar a formas de detectar precocemente a doença, e o autoexame é o primeiro passo. Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres!

 

Como fazer o autoexame das mamas:

 

 

1 - Em frente ao espelho, primeiro inspecione as mamas com os braços em posições diferentes: levantados, caídos, com as mãos na cintura e na lateral.

2 - Depois, com a mão esticada, examine a mama com as pontas dos dedos, com suavidade.

 

 

3 - Procure pela presença de nódulos.

4 - Divida o seio em faixas verticais e analise devagar cada uma dessas faixas;

5 - Depois, faça movimentos circulares em sentido horário;

6 - Repita na outra mama.

 

O autoexame pode ser feito em três momentos: em frente ao espelho, em pé no banho (com as mãos ensaboadas) e deitada.

 

Quando fazer o autoexame?

Recomenda-se fazer sempre 7 dias após o início da menstruação.

Para mulheres grávidas ou que já estão na menopausa, é só escolher um dia do mês para sempre repetir o autoexame.

 

 

🎀 Alguns sinais de risco:

 

 

Caso a mulher encontre alguma alteração, deve consultar seu médico o mais rápido possível, para que ele também examine e peça outros exames.

 

 

🎀 Quando fazer a Mamografia?

O exame de mamografia é recomendado pelo Ministério da Saúde como um exame de rotina para mulheres de 50 a 69 anos, feito a cada dois anos.

A mamografia de rastreamento permite a identificação de lesões na mama com maior precisão após a menopausa. Antes de chegar à menopausa, contudo, as mamas são mais densas e portanto a sensibilidade da mamografia é menor.

 

 

🎀 Tratamento

As modalidades de tratamento podem variar de acordo com o estágio e a extensão da doença, as características biológicas e condições do paciente — como idade, comorbidades e preferências. Quando a doença é diagnosticada logo no início, as chances de cura são bem maiores. Estima-se que as chances chegam a 95% quando o tumor é diagnosticado com menos de 1cm.

Os tratamentos para o câncer de mama podem ser classificados como:

- Tratamentos locais, como a cirurgia, a reconstrução mamária e a radioterapia;
- Tratamentos sistêmicos, como a quimioterapia, a hormonioterapia e a terapia biológica.

É importante que a paciente tenha uma conversa abrangente com o médico, avaliando todos os prós e contras de cada tipo de tratamento — tocando em pontos como as expectativas de recuperação, o tempo esperado para o tratamento completo e as perspectivas de qualidade de vida. 

 

 

🎀 Mais informações

Para mais informações sobre o Câncer de Mama, como formas de prevenção e tratamento, acesse o portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde.

As informações fornecidas aqui destinam-se somente à propagação do conhecimento geral e não devem ser substitutos da avaliação profissional médica, nem do tratamento de condições específicas. Procure sempre o aconselhamento de um profissional da saúde qualificado! Nunca desconsidere o parecer médico nem demore em procurar orientação do mesmo por algo que tenha lido em nosso site e/ou mídias sociais.